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Mais tarde, em 1979, Cher capitalizaria com a febre da disco music, assinando com a Casablanca Records e acumulando mais um hit no Top 10 com "Take Me Home". As vendas do álbum de mesmo nome foram impulsionadas pela imagem de Cher semi-nua caracterizada de guerreira víquingue na capa.[98] O álbum recebeu certificado de ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA).[60] No mesmo ano, ela assinou um contrato de três anos com o Caesars Palace, em Las Vegas, onde realizou a maior parte dos shows da Take Me Home Tour (outras datas incluíram a América do Norte, Europa e Austrália).[99] Para esse show, ela recebeu um salário de 320 mil dólares por semana.[100] Cher apareceu na capa do seu segundo álbum lançado pela Casablanca, Prisoner, praticamente nua e envolta em correntes, estimulando controvérsia entre alguns grupos de direitos das mulheres por sua imagem de "escrava sexual".[101] Esse álbum produziu o hit single "Hell on Wheels", que foi destaque no filme Roller Boogie.[102]

[editar] Estrelato no cinema, retorno ao sucesso musical (1980–1990)

Em 1980, Cher gravou sua última canção disco para o filme Foxes, chamada "Bad Love".[103] Mais tarde, no mesmo ano, ela formou a banda de rock Black Rose com seu então namorado, o guitarrista Les Dudek, e lançou um álbum homônimo.[104] A banda tocou em pequenos clubes de Los Angeles e foi promovida sem usar a fama de Cher (seu nome não aparece na capa do álbum e seu rosto é visto apenas em uma foto da banda na contra-capa).[86][105] O álbum não vendeu bem, e a banda se separou no ano seguinte.[106] Cher disse à imprensa mais tarde: "Nós fomos os precursores de um certo tipo de música que está acontecendo hoje e um certo tipo de atitude e estilo e merda como essa, mas a minha imagem em vestidos de miçangas na capa do National Enquirer era muito difícil de combater. As pessoas esquecem que não havia calças boca-de-sino antes de eu começar a usá-las."[86] Em 1981, Cher lançou seu primeiro Top 5 no Reino Unido em dez anos: "Dead Ringer for Love", um dueto com o músico Meat Loaf para seu álbum Dead Ringer.[39] Em 1982, Cher lançou I Paralyze, distribuído pela Columbia Records. O álbum foi amplamente ignorado pela crítica e as vendas foram decepcionantes.[107]

Com as vendas de álbuns e lançamentos de hit singles novamente em um impasse, Cher decidiu expandir sua carreira e se tornar uma atriz séria.[108] Suas ambições mais antigas no entretenimento sempre foram voltadas para o cinema ao invés da música.[109] Seus filmes anteriores, como Good Times e Chastity, tinham sido mal recebidos.[110] A essa altura, ela era considerada uma piada e sua carreira era dada como "acabada" mais uma vez.[3] Em 1982, Cher conseguiu um papel em uma produção da Broadway, Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean.[111] No mesmo ano, ela foi escalada para o elenco da versão cinematográfica (br: James Dean, o Mito Sobrevive; pt: Volta Jimmy Dean, Volta Para Nós), que foi dirigida por Robert Altman e a rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.[112] Em seguida, Cher atuou ao lado de Meryl Streep e Kurt Russell no drama Silkwood (br: Silkwood - O Retrato de uma Coragem; pt: Reacção em Cadeia; 1983), no qual ela interpretou uma operária lésbica e companheira de quarto da personagem de Streep.[113] Ela recebeu sua primeira indicação ao Oscar, como melhor atriz coadjuvante, e foi premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por seu desempenho.[114]

O próximo papel de Cher foi o de protagonista em Mask (br: Marcas do Destino; pt: Máscara; 1985), dirigido por Peter Bogdanovich.[115] O filme estreou em terceiro lugar na bilheteria dos Estados Unidos e foi considerado seu primeiro sucesso comercial e de crítica como atriz principal.[116] Por seu papel como mãe de um garoto severamente desfigurado (Eric Stoltz), ela ganhou o prêmio de melhor atuação feminina no Festival de Cannes e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático.[117][118] Ainda em 1985, Cher foi agraciada com o prêmio de